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Calor acelerou vendas do comércio

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"As nossas previsões estão confirmadas pelos indicadores. Estamos diante de uma curva ascendente que pode ir muito além das nossas projeções. E 2010 poderá propiciar o grande voo para o Brasil se tornar seguramente um País desenvolvido", disse o presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), Alencar Burti.

Fevereiro é historicamente fraco para o varejo em virtude das férias e do Carnaval. No entanto, de acordo com o economista do IEGV, Emílio Alfieri, esse início de ano foi impulsionado pelo "comércio de verão", principalmente com o calor acelerando as vendas de ventiladores e de aparelhos de ar-condicionado. "Também contribuíram para o crescimento das vendas o fim dos descontos do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) para a linha branca e veículos, além da carga extra de anúncios de promoções das empresas de varejo no início deste ano."

Base fraca – O aumento das consultas para as vendas com a utilização de crédito no mês passado (SCPC), apesar de considerado bom enquanto movimento de varejo, está sustentado por uma base fraca. Fevereiro de 2009 marcou menos 12,8% ante igual mês de 2008, no SCPC. Já nas vendas à vista, o SCPC Cheque de fevereiro do ano passado registrou queda de 5,5% ante igual mês do ano anterior.

"Na comparação com 2008, ano de vendas excepcionais, o avanço verificado no mês passado está 5% menor ao de fevereiro daquele ano. Já o cheque, que registrou queda de 5,5% em fevereiro do ano passado e alta de 6,1% neste ano, está 0,3% maior na comparação igual mês de 2008", disse Alfieri. Ainda de acordo com o economista, o cheque sempre tem uma recuperação mais rápida do que o crédito, que depende das instituições financeiras para ser restabelecido plenamente após um período de crise.

Inadimplência – A inadimplência continua sob controle, de acordo com os levantamentos IEGV. Os registros cancelados cresceram 8,7% no mês passado ante igual período de 2009. Os registros recebidos de carnês, com mais de três meses em atraso, aumentaram somente 0,6% na comparação. De acordo com Alfieri, os baixos registros recebidos são reflexo da retração das compras pelo consumidor ainda no segundo semestre de 2009. "Mesmo as compras de Natal ainda não cumpriram o prazo de três meses dos carnês em atraso para entrar no sistema", disse o economista da ACSP.


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