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2020 chegou e as liquidações também

Data: 09/01/2020

 

Por: Diário do Comércio

Em 2019, o varejo paulistano teve um desempenho bem melhor do que no ano anterior, com um empurrãozinho da liberação dos R$ 500 do FGTS e do saldo do PIS/Pasep, e deve fechar o ano com alta estimada de 2% a 3%.

Depois da Black Friday e do Natal, 2020 mal começou e redes varejistas e shoppings já se movimentam para desovar estoques excedentes e equilibrar o caixa com as liquidações de janeiro, espécie de termômetro da economia no início do ano que ajuda a dar fôlego ao caixa em um mês tradicionalmente fraco em vendas. 

Da quinta-feira, 2 de janeiro, até o próximo dia 12, a Casas Bahia e o Pontofrio queimam estoques nas lojas físicas, sites e apps das marcas com descontos de até 70% em todas as categorias. Nesta sexta (3/1), as lojas abrem às 6h. 

Alguns shoppings também já estão se movimentando neste sentido, como o Santana Parque Shopping (Zona Norte da capital paulista).

Ainda que as vendas de janeiro representem uma fatia importante do faturamento anual do varejo, boa parte dos artigos vendidos nos saldões geralmente são itens de mostruário, os não-renegociados com fornecedores ou as sobras não só do varejo, mas também da indústria.  

Inclusive de outras liquidações. "É um tipo de promoção muito ligada ao estoque, se sobra mais ou menos de um ano para outro", diz Marcel Solimeo, economista da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). "Como em 2019 as vendas foram melhores com a injeção de recursos do FGTS, os estoques ficam mais baixos, e nesses casos o varejo compra o que sobrou da indústria para liquidar."

Sem projetar números, o economista afirma que a expectativa é que não só nas liquidações de janeiro, mas nas vendas do comércio em geral, é de serem um pouco melhores.

No primeiro mês de 2019, de acordo com o Balanço de Vendas da ACSP, as vendas do comércio paulistano cresceram 2,2%, puxadas principalmente por vendas de eletroportáteis (liquidificadores, secadores de cabelo, chapinhas e etc), utilidades domésticas e artigos de moda praia.

"Embora o desemprego continue alto e a informalidade também, as pessoas têm se virado de algum forma. Isso deve refletir na compra de bens de consumo", afirma, o que deve aumentar as vendas não só de grandes redes, mas do pequeno e médio comércio bem localizado, como na 25 de Março.

Vale lembrar, porém, de acordo com análise dos economistas da ACSP que, para 2020, uma melhora mais significativa nas vendas do comércio depende a manutenção da queda nos juros, o alongamento nos prazos de pagamento e a elevação nos indicadores de emprego.




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